A produção de veículos no Brasil fechou a primeira metade do ano com crescimento de 19,1% na comparação com os seis primeiros meses de 2009. Daqui para a frente, porém, a tendência será a redução do índice de crescimento do setor. As projeções da indústria de peças e das montadoras indicam para um avanço em torno de 7% durante o ano todo na comparação com 2009.
O índice de crescimento alto no primeiro semestre reflete uma base de comparação baixa, já que nos primeiros dois meses de 2009, o ritmo da demanda no mercado interno ainda estava lento, em razão da falta de crédito.
A velocidade das linhas de montagem hoje ainda surpreende parte do setor. De janeiro a junho foram produzidos 1,753 milhão de automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus. Somente em junho, a produção somou 306,35 mil unidades, 7,7% acima do volume no mesmo período de 2009.
O resultado das exportações revela um avanço elevado também em decorrência de a base de comparação ser baixa. As vendas ao exterior começam a se recuperar depois de meses de demanda fraca nos países vizinhos, afetados pela crise. As exportações da indústria automobilística em junho somaram US$ 1,017 bilhão, uma alta de 58,7% sobre o mesmo período de 2009. No entanto, em relação a maio houve queda de 13,7%.
No acumulado dos seis meses, as exportações do setor alcançaram US$ 5,727 bilhões, 62,3% acima do total registrado no primeiro semestre de 2009, segundo a Associação Nacional os Fabricantes de Veículos (Anfavea).
A produção das montadoras continua sendo puxada pelo mercado doméstico. O número de licenciamentos de veículos novos avançou 9% no primeiro semestre, quando foram vendidos 1,579 milhão de automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus. O Brasil não conseguiu, no entanto, sustentar a posição de quarto maior mercado do mundo e devolveu o posto para a Alemanha, que vendeu 18,285 mil unidades a mais do que o Brasil no semestre. Até maio, o país levava uma vantagem de aproximadamente 30 mil veículos em relação ao país europeu.
Os importados têm sido destaque no crescimento do mercado este ano. Só nos seis primeiros meses, a venda de modelos estrangeiros avançou 35%, bem acima da expansão de 4,6% do mercado.