O SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Itapira está concluindo a primeira etapa de um ambicioso processo de limpeza de duas de suas quatro lagoas de tratamento de dejetos, iniciado em junho deste ano. A iniciativa tem como objetivo aumentar a eficiência do tratamento, já que, com a utilização constante das lagoas, o material orgânico que chega até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) vai sendo depositado no fundo das lagoas ocasionando um processo de assoreamento, onde o líquido tratado se mistura àquele outro que não recebeu tratamento adequado ao ser despejado de volta no Ribeirão da Penha, que fica nas imediações.
A ETE foi inaugurada em 1992. Dez anos depois, a situação das lagoas inspirava cuidados, segundo lembrou o superintendente da autarquia à época , Noé Massari. "Em 2003 nós contratamos uma empresa que utilizava uma tecnologia chamada prensa centrífuga e que era usada, por exemplo, pela International Paper (a antiga Champion Papel e Celulose). Conseguimos retirar na época 1/3 do lodo. Eu não conheço direito o sistema que vem sendo utilizado, mas seguramente deve ser mais avançado. O mais importante é que o serviço vem sendo realizado, pois sem este tipo de iniciativa, o tratamento de esgoto fica todo ele comprometido", opinou Noé Massari.
Conforme checou a reportagem do Gazeta, o atual contrato, estimado em torno de meio milhão de reais, vai atender 50% das necessidades, resolvendo o problema de duas lagoas. Caso seja necessário realizar o mesmo serviço nas duas outras, o SAAE deverá realizar nova concorrência. O que determina a necessidade, segundo critérios do próprio SAAE é o índice de qualidade do tratamento, que estava abaixo dos 80% antes da realização da obra e que deve ser elevado a pelo menos 90% depois de sua conclusão.
O Gazeta tentou saber da direção do SAAE se existe a pretensão de dar continuidade a este reparo também nas duas outras lagoas, mas não obteve retorno.